Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Celebrações Litúrgicas com mais qualidade

Introdução

 

Este trabalho que agora apresento aos irmãos no sacerdócio pretende ser uma partilha de ideias para reflectirmos em conjunto. O tema da liturgia é vasto e muito maior que aquilo que podemos compreender, é mistério! No entanto, partilho convosco algumas preocupações na fidelidade ao magistério da Igreja e no serviço autêntico às comunidades que servimos. Nenhum de nós é bispo ou papa da sua comunidade[1]. Fazermos o que queremos ou seguirmos modas pode ser uma manifestação de falta de obediência e fidelidade. Por isso, a começar por mim, nenhum de nós conhece tudo, temos sempre muito a melhorar com a certeza que caminhamos juntos, com a Igreja universal, e que esta obra não é nossa mas do Espírito Santo.

 

Nunca nos esqueçamos:

 

 

Os sacramentos da nova Aliança, instituídos por Cristo Senhor e confiados à Igreja, enquanto acções de Cristo e da Igreja, são sinais e meios mediante os quais a fé é expressa e reforçada, se rende culto a Deus e se realiza a santificação dos homens, e portanto concorrem sumamente a iniciar, confirmar e manifestar a comunhão eclesiástica[2].

 

A celebração litúrgica não se improvisa

 

Exige-se hoje um mínimo de preparação dos formulários da missa. À preparação pessoal espiritual do sacerdote deve corresponder uma preparação ritual em vista da assembleia participante.

 

 

 

A celebração eucarística, como toda a Liturgia, realiza-se por meio de sinais sensíveis, pelos quais se alimenta, fortalece e exprime a fé. Para isso, deve haver o máximo cuidado em escolher e ordenar as formas e os elementos propostos pela Igreja que, atendendo às circunstâncias de pessoas e lugares, mais intensamente favoreçam a participação ativa e plena e mais eficazmente contribuam para o bem espiritual dos fiéis[3].

 

Ao conhecimento do Missal deve associar-se o conhecimento da assembleia:

 

A eficácia pastoral da celebração aumentará certamente, se a escolha das leituras, orações e cânticos se fizer, quanto possível, de modo a corresponder às necessidades, à formação espiritual e à mentalidade dos que nela tomam parte. Isto consegue-se, usando criteriosamente a múltipla liberdade de escolha que a seguir se descreve.

 

Por isso, no ordenamento da Missa o sacerdote deve atender mais ao bem espiritual do povo de Deus do que aos seus gostos pessoais. Lembre-se, além disso, de que convém fazer a escolha das partes da Missa de comum acordo com aqueles que têm parte activa na celebração, sem excluir os próprios fiéis, naquilo que mais directamente lhes diz respeito.

 

Dado que é muito ampla esta faculdade de escolha das diversas partes da Missa, é necessário que, antes da celebração, o diácono, os leitores, o salmista, o cantor, o comentador e a schola, saibam perfeitamente, cada um pela parte que lhe cabe, quais os textos que vão ser utilizados, não deixando nada à improvisação. Com efeito, a harmónica ordenação e realização dos ritos contribui grandemente para dispor o espírito dos fiéis a participar na Eucaristia[4].

 

 

 

Para as missas dominicais, festas e memórias obrigatórias, assim como para os dias feriais dos tempos fortes não se podem escolher leituras e orações, mas existe faculdade de escolha para os prefácios e orações eucarísticas, quando é possível. O sacerdote pode adaptar também as admonições introdutivas e conclusivas da missa, assim como fazer pequenas admonições no início da celebração, na liturgia da palavra, na oração eucarística antes do prefácio e antes da despedida.

 

Para os dias feriais do Tempo Comum a possibilidade de escolha é quase ilimitada.

 

 

 

Sempre que celebre a Missa com participação do povo, o sacerdote procurará não deixar frequentemente e sem motivo suficiente as leituras indicadas para cada dia no Leccionário ferial: a vontade da Igreja é apresentar aos fiéis, mais abundantemente, a mesa da palavra de Deus[5].

 

 

 

As partes da missa, assim como as leituras requerem máximo respeito, mesmo as feriais, naturalmente adaptando às situações particulares, sobretudo no que respeita às festividades locais. A possibilidade de escolha é maior no que diz respeito aos prefácios e orações, podendo-se variar livremente consoante os diversos temas das orações, visto que nem sempre são organizadas entre si, podendo utilizar-se orações de missas diversas na mesma celebração. Mais que à fantasia deve-se recorrer à sensibilidade pastoral, ao empenho educativo da assembleia para que se abra às riquezas da fé e às propostas da Igreja.

 

O respeito pelos Livros Litúrgicos

 

As normas dos Livros Litúrgicos são lei[6]! As disposições do CIC prevalecem sobre as disposições litúrgicas[7]. Deve-se ter em conta a hierarquia dos documentos. São lei por exemplo as Constituições Conciliares e Apostólicas e os Motu Proprio, como por exemplo a Constituição Apostólica Missale Romanum, ou o Motu Proprio Summorum Pontificum. Estes documentos prevalecem sobre os Decretos Gerais Executivos, Instruções ou Cartas Pastorais, como por exemplo o Cerimonial dos Bispos ou outros documentos da Cúria Romana. Em caso de dúvida ou oposição prevalecem os primeiros.

 

 

 

can. 846 §1: Na celebração dos sacramentos, observem-se fielmente os livros litúrgicos aprovados pela competente autoridade, por isso ninguém acrescente, tire ou mude algo de sua própria iniciativa.

 

 

 

A fidelidade aos livros litúrgicos garante a comunhão eclesial, a conformidade do rito à fé da Igreja e a validade da celebração, contra o arbítrio do celebrante[8]. Os sacramentos são os mesmos para toda a Igreja e pertencem ao seu divino depósito. Para uma celebração viva e significativa é necessário que o ministro e os animadores litúrgicos conheçam as múltiplas possibilidades oferecidas pelos livros litúrgicos para adaptar os ritos à situação concreta da celebração. Somente a suprema autoridade da Igreja pode aprovar os requisitos para a validade dos sacramentos, os elementos que dizem respeito à sua lícita celebração, administração e recepção, e ainda o rito a observar na sua celebração[9].

 

Celebração como catequese?

 

Catequese e liturgia não se podem identificar. A liturgia faz a memória objectiva do mistério de Cristo e a catequese apresenta-a em forma expositiva. A liturgia é fonte inexaurível de catequese que tem necessidade dessa para ser entendida e a catequese dispõe e atinge a liturgia mas tem um campo mais amplo. Não se pode encher a liturgia de um aluvião de palavras explicativas até ao esgotamento da assembleia. A liturgia é já por si uma escola de fé, capaz de instruir, educar e formar. A própria repetição é educativa.

 

 

 

O valor dos sinais

 

 

 

A que pode educar a liturgia? Alguns exemplos:

 

 

 

a) O Silêncio! Trata-se de uma necessidade dos fiéis que vivem na absorção da vida quotidiana. Constitui um desejo que não se pode encontrar quando todas as pausas de silêncio são suprimidas ou preenchidas por sons e palavras. Mesmo para aqueles que não gostam, o silêncio educa, como participação activa, enquanto interiorização das palavras e sinais, de abertura ao mistério. O silêncio não é um vazio mas verdadeira penitência. O diálogo com Deus exige-o. Recorde-se: antes da celebração como preparação, o acto penitencial, antes da colecta, depois do Evangelho e homilia, depois da comunhão[10].

 

b) Escuta da palavra de Deus. A palavra de Deus é anunciada na sua forma genuína pelo leitor, acolhida com o ouvido e o coração, interiorizada no silêncio e repetida em forma de oração, no interior da assembleia reunida, comentada e aplicada pelo sacerdote[11]. Há que ter em atenção ao modo como se lê, à meditação da Palavra e de fazer norma de vida.

 

c) A Liturgia educa ao sentido comunitário e eclesial: é acção popular! Cada celebração prevê o encontro entre os fiéis, o recíproco acolhimento, a voz comum na oração e no canto, movimentos comuns, a troca do gesto da paz. O «nós» é a palavra que ressoa constantemente em cada celebração. É igualmente acção da Igreja em acto, naquele lugar e momento, na consciência de estarmos inseridos num mistério de graça, chamados e enviados em conjunto, presididos por Cristo.

 

d) Sentido de oração em modo mais correcto e completo. Completo porque é interior e exterior, com palavras e gestos, como o estar de joelhos como sinal de adoração e humildade, e o estar de pé, como sinal de ressurreição e atenção. Correcto porque é oração dirigida ao Pai por mediação do Filho e acção do Espírito Santo, pessoal e comunitária, de louvor e de graça, de pedido e intercessão, de memória e oferta.

 

Basta acenar a estes sinais para educar, num estilo celebrativo que faz perceber valores e atitudes de grande eficácia!

 

Assembleia Celebrante

 

Uma aquisição fundamental da reforma conciliar consiste na relação intrínseca entre a Igreja reunida em assembleia e a celebração eucarística em particular, de tal modo que se pode afirmar que a assembleia é o sujeito celebrante da Eucaristia[12].

 

 

 

Podemos considerar duas situações problemáticas da reforma conciliar:

 

a) Pensou-se numa assembleia uniforme e ideal de crentes que deveria participar, mas faltava a consciência de assembleia como grupo eclesial, convocado pela Palavra de Deus.

 

b) Houve uma mudança radical no tipo tradicional de assembleia. Do território passou-se à eleição, da solidariedade de proximidade a uma de outra ordem, de uma assembleia de massa a uma assembleia ocasional, electiva, de pequenos grupos. Assiste-se a vários tipos de praticantes em contínua mudança e compromisso.

 

A partir desta mudança de consciência é possível partir para uma participação activa e plena, do exercício dos vários ministérios, da função presidencial e do seu carácter pastoral.

 

 

 

Na celebração da Missa, os fiéis constituem a nação santa, o povo resgatado, o sacerdócio real, para dar graças a Deus e oferecer a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele, e para aprenderem a oferecer-se a si mesmos[13].

 

 

 

A assembleia é uma realidade eclesial e é um sujeito celebrante. Nos últimos tempos tentou-se promover a participação externa e não se formou tanto a uma participação consciente e espiritual. Falta uma consciência eclesial assumida, em que os fiéis representam e são Igreja de uma Igreja universal e aberta a outras comunidades. Os fiéis reúnem-se por convocação divina, porque oferecem em nome de todos o serviço de graça e de louvor. Porque não insistir com frequência nesta verdade essencial nas celebrações litúrgicas? A assembleia não é só comunitária, mas é também eclesial.

 

Da consciência eclesial deriva a consciência celebrativa, que se traduz na unidade de escuta, gestos, orações, cânticos e de atitudes[14]. O sentido eclesial dá sentido ao «nós» presente em todas as celebrações, como povo sacerdotal e celebrante. Tal exige que o presidente da celebração não se feche em si mesmo, e não tome sobre si todas as funções, mas sirva a assembleia com respeito, dignidade e discrição.

 

A unidade do Corpo de Cristo exige o «sentire cum Ecclesia et sicut Ecclesia» que se expressa na verdade e eficácia de cada acção litúrgica.

 

Cântico e Assembleia

 

Não pode existir autêntica celebração litúrgica sem o canto da assembleia, que favorece a união e permite uma participação unânime. O canto do Grupo Coral é parte integrante da assembleia, não se trata de um concerto ou espectáculo, mas pode ser o seu motor executando por exemplo as partes salmódicas ou musicalmente mais complexas. Uma assembleia constrangida ao silêncio sofre uma mortificação.

 

Um cântico litúrgico, mesmo expressivo da fé ou perfeitamente ortodoxo, mas privado de dignidade musical, não é digno da celebração, assim como um cântico musicalmente rico, mas privado de letra adequada. Geralmente a pobreza de música e texto caminham em conjunto!

 

Convém respeitar a oportuna colocação nos vários momentos celebrativos e segundo os tempos litúrgicos. Não basta que os cânticos sejam belos ou agradáveis. Há que ter em conta as antífonas propostas no livros litúrgicos, que não são simples adorno[15]. O sentido de responsabilidade deve fazer participar o pároco e os músicos e cantores na escolha adequada dos cânticos[16]. O cântico deve ser por isso aprovado pela competente autoridade e adaptado à assembleia. à sua capacidade e preparação cultural e de fé.

 

Deve-se ter em conta fundamentalmente as várias dimensões da formação musical, litúrgica e espiritual[17].

 

O sacerdote, presidente da assembleia

 

A presidência é uma função que coloca o sacerdote defronte aos outros membros do grupo e cuida deles. É aquele que «preside a assembleia na pessoa de Cristo»[18].

 

1. O sacerdote age na pessoa de Cristo, como sinal visível e eficaz de Cristo, como verdadeira cabeça e presidente, representante de Cristo sacerdote e pastor. O sacerdote deve preocupar-se por revelá-l`O, anunciando o Evangelho e invocando o Espírito sobre os dons do convite pascal.

 

2. O sacerdote encontra-se dentro da assembleia e pela assembleia. Participa igualmente da igualdade baptismal. Por isso deve fazer com que a assembleia tome consciência da sua realidade eclesial na comunhão entre todos, favorecendo a participação responsável, pela presença de carismas e tornando-se responsável pelo acolhimento de todos e abertura a outras assembleias.

 

Estilo

 

Desta fundamentação nasce um estilo de celebração adequado às necessidades objectivas e possibilidades da assembleia:

 

  1. Ele é celebrante com e pela assembleia, não o único. É o primeiro responsável desde o início. Não se pode isolar por motivos devocionais ou sacrais.
  2. Nada pode fugir ao seu controlo. Deve promover os vários ministérios, não atrofiá-los. Deve ter a paciência de escutar e esperar, para que tudo se desenvolva com dignidade, decoro e harmonia.
  3. Nenhum membro ou componentes o pode abafar (organista, cantores, ou outros sem uma prévia intenção).
  4. A posição material do presidente deve ser bem visível: defronte à assembleia para ver bem e ser visto, para poder intervir em qualquer momento.
  5. As suas palavras e gestos devem ser adaptados à assembleia: a dicção clara e ritmada, os gestos simples, quase espontâneos, realizados com medida e naturalidade.

 

Tarefas

 

O presidente tem a função de partilhar a palavra e partir o pão.

 

  1. A homilia é um dever e direito exclusivo, ainda que se possam permitir várias formas de o fazer[19].
  2. São tipicamente presidenciais as três orações e a oração eucarística[20]. Por isso devem ser proferidas com voz alta e clara e a assembleia deve manter absoluto silêncio e atenção. A assembleia pode intervir no início e fim das mesmas.
  3. Em outros momentos o presidente pode intervir menos formalmente e de um modo mais cordial: admonições e saudações. Algumas são livres (à celebração, à liturgia da palavra, à liturgia eucarística e na despedida), outras são previstas (saudação inicial, admonição antes do acto penitencial, do Pai Nosso e da saudação final)[21].

 

Eucaristia e ministérios

 

 

 

Tenha-se igualmente em grande apreço a Missa celebrada com uma comunidade, sobretudo com a comunidade paroquial; esta, com efeito, principalmente na celebração comunitária do domingo, representa a Igreja universal num determinado tempo e lugar[22].

 

 

 

Este fundamento exige a participação dos fiéis por meio de ministérios[23]. Constituem o mínimo de ministros o acólito, o leitor e o cantor, de modo a garantir a liturgia da palavra e a liturgia eucarística. Não se trata de um luxo, mas de uma exigência da celebração. Pressupõe-se a sua preparação. Trata-se de um grupo piloto, por isso acólitos e leitores devem acompanhar o sacerdote na procissão de entrada[24]. Estamos ainda em muitos casos no ponto de partida em que estas funções se improvisam ao momento, por pessoas generosas mas sem formação. Porque não formar grupos litúrgicos com periodicidade frequente? Porque não reuni-los em formações para além das fronteiras das paróquias? Muitas vezes não são dificuldades objectivas, mas problema de mentalidade.

 

Muitas vezes perdemo-nos em questões como a instituição ou não de leitores e acólitos e concessão às mulheres, ou a questão da distribuição da comunhão, esquecendo a formação a sério destes ministros, incluindo os salmistas e cantores. Frequentemente a eucaristia conserva apenas o carácter clerical!

 

Há que acrescentar a estes a possibilidade de outros ministros: comentador, os que fazem o acolhimento, os que recolhem a colecta, o coro, o organista[25]. A Instrução Geral do Missal Romano não fala do cerimoniário, porquê?

 

 

 

Sob a orientação do reitor da igreja, deve fazer-se a preparação prática de cada celebração litúrgica, segundo os livros litúrgicos, com a diligente cooperação de todos os que nela são chamados a intervir, tanto no que se refere aos ritos como no aspecto pastoral e musical; devem ser ouvidos também os fiéis naquilo que lhes diz directamente respeito. Mas o sacerdote que preside à celebração conserva sempre o direito de dispor de tudo aquilo que for da sua competência[26].

 

 

 

Um sonho? Também se pode tornar realidade!

 

O Lugar da celebração

 

Os lugares principais da celebração eucarística são o altar, o ambão e a sede da presidência. Estes três espaços valorizados pela reforma litúrgica, mas esta orientação não diminui a importância primária do altar, que se caracteriza pela unicidade – um é Cristo, a eucaristia e a assembleia -, centralidade[27], e autonomia, enquanto lugar próprio e destacado da parede, para se poder circular à volta, sem estar coberto de elementos que obscurecem a sua função e visibilidade. Note-se que encerra em si a dimensão sacrificial e eucarística de comunhão. É símbolo do altar da cruz, da pedra angular que é Cristo e de banquete.

 

O ambão deve ser digno, estável e não uma simples estante móvel, e deve ser só usado pelos ministros ordenados e leitores, tendo em conta: leituras, salmo responsorial, precónio pascal, homilia, as intenções das orações dos fiéis e nada mais[28]!

 

A cadeira do presidente da celebração deve colocar-se ao fundo do presbitério, de frente para o povo, tendo em conta a arquitectura da Igreja e outras circunstâncias, evitando o aspecto de trono[29]!  

 

Quanto aos outros lugares tenha-se em atenção as normas respectivas: lugar dos fiéis, coro e instrumentos musicais, reserva da Santíssima Eucaristia, imagens[30].

 

Atenção à beleza, qualidade e limpeza dos espaços, alfaias litúrgicas, paramentos....!

 

Propostas de Bibliografia

 

Magistério

 

Concílio Ecuménico Vaticano II, Constituição Dogmática sobre Igreja Lumen Gentium, sessão V, 21 nov. 1964, in AAS 57 (1965) 5-67.

 

___________, Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum Concilium, sessão III, 04 dez. 1963, in AAS 56 (1964), 97-134.

 

 

 

Paulo VI, Constituição Apostólica Missalum Romanum, 03 abr. 1969, in AAS 61 (1969) 217-222.

 

João Paulo II, Codex Iuris Canonici, Vaticano 1983.

 

 

 

Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, «Acerca das adaptações feitas aos livros litúrgicos depois da entrada em vigor do CIC/83». in Notitiae 20 (1983) 540-555.

 

Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima 1998.

 

Introdução Geral ao Missal Romano, Instrução Geral do Missal Romano, 3ª edição típica, Secretariado Nacional de Liturgia, ed., Fátima 20033.

 

Sagrada Congregação dos Ritos e Concílio, Instrução Musicam Sacram, 05 Maio 1967.

 

Estudos

 

Della Torre, L., «Pastoral Liturgica», in Nuevo diccionario de Liturgia, Sartore, D. – Triacca, A. M. – Canals, J. M., ed., Madrid 19963, 1576-1600.

 

Falsini, R., L`Assemblea Eucaristica, cuore della domenica, Cinisello Balsamo 1995.

 

Floristan, C., «Pastoral Liturgica», in La celebracion en la Iglesia I, Liturgia y Sacramentalogia Fundamental, Borobio, D., ed., Salamanca 19954, 539-584.

 

Triacca, A. M., «Participacion», in Nuevo diccionario de Liturgia, Sartore, D. – Triacca, A. M. – Canals, J. M., ed., Madrid 19963, 1546-1573.

 

 

 

______________

 

Trabalho de grupo:

 

Que elementos estão em falta nas nossas comunidades em vista de uma maior qualidade e participação celebrativa ?

 

Propostas de melhoramento. Como nos podemos organizar para uma formação eficaz?

 

 

 

Propostas para a pastoral em Ouvidoria ou Zonas Pastorais

 

 

 

  1. Criação de equipas litúrgicas com os vários agentes litúrgicas que se reúnam com frequência e periodicidade.
  2. Maior atenção às crianças da catequese, sobretudo para a experiência do Sagrado e Oração.
  3. Encontros de formação por Zonas ou mesmo a nível de ilha (pelo menos uma vez por ano) dos vários agentes, segundo as áreas específicas: acólitos (com atenção à pastoral vocacional), leitores, membros dos Grupos Corais e outros ministérios. Tenha-se em conta a formação eclesiológica, litúrgica, espiritual, musical e técnica.
  4. Criação por Zona de um presbítero dinamizador destas acções.

 

 

 



[1] Can. 515 §1 CIC/83: «A paróquia é uma determinada comunidade de fiéis constituída estavelmente no âmbito de uma Igreja particular, cujo cuidado pastoral é confiado, sob a autoridade do Bispo Diocesano, ao pároco enquanto pastor próprio».

[2] Can. 840 CIC/83; SC 6, 7, 14, 26-28, 59; LG 7, 14.

[3] Instrução Geral do Missal Romano, 20.

[4] Instrução Geral do Missal Romano, 352.

[5] Instrução Geral do Missal Romano, 355c.

[6] Cf. can. 2 CIC/83.

[7] Cf. Notitiae 20 (1983) 540-555, acerca das adaptações feitas aos livros litúrgicos depois da entrada em vigor do CIC/83.

[8] Cf. SC 22.

[9] Cf. can. 841 CIC/83.

[10] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 45; Instrução Musicam Sacram, 17: «Observar-se-á também, na altura própria, um silêncio sagrado. Por meio deste silêncio, os fiéis não se vêem reduzidos a assistir à acção litúrgica como espectadores mudos e estranhos, mas são associados intimamente ao Mistério que se celebra, graças àquela disposição interior que nasce da Palavra de Deus escutada, dos cânticos e das orações que se pronunciam e da união espiritual com o celebrante nas partes por ele ditas».

[11] Cf. SC 33: «Deus fala ao seu povo e este responde com o canto e a oração»

[12] Cf. LG 11; 26; SC 5-6; 26; Introdução Geral ao Missal Romano, 27; 91.

[13] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 95; SC 11: «Para assegurar esta eficácia plena, é necessário, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com rectidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça de a receberem em vão. Por conseguinte, devem os pastores de almas vigiar por que não só se observem, na acção litúrgica, as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, activa e frutuosamente».

[14] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 95-96: «Na celebração da Missa, os fiéis [...]. Procurem manifestar tudo isso com um profundo sentido religioso e com a caridade para com os irmãos que participam na mesma celebração. Evitem, portanto, tudo quanto signifique singularidade ou divisão, tendo presente que são todos filhos do mesmo Pai que está nos Céus e, consequentemente, irmãos todos uns dos outros. Portanto, formem todos um só corpo, quer ouvindo a palavra de Deus, quer participando nas orações e no canto, quer sobretudo na comum oblação do sacrifício e na comum participação da mesa do Senhor. Esta unidade manifesta-se em beleza nos gestos e atitudes corporais que os fiéis observam todos juntamente».

[15] Cf. Instrução Musicam Sacram, 27-31: «Para a celebração da Eucaristia com o povo, sobretudo nos domingos e festas, há-de preferir-se na medida do possível a forma de missa cantada, até várias vezes no mesmo dia. Conserve-se a distinção entre missa solene, missa cantada e missa rezada estabelecida na Instrução de 1958 (n. 3), segundo as leis litúrgicas tradicionais e em vigor. No entanto, para a missa cantada e por razões pastorais propõem-se aqui vários graus de participação para que se torne mais fácil, conforme as possibilidades de cada assembleia, melhorar a celebração da missa por meio do canto. O uso destes graus de participação regular-se-á da maneira seguinte: o primeiro grau pode utilizar-se só; o segundo e o terceiro não serão empregados, íntegra ou parcialmente, senão unidos com o primeiro grau. Deste modo, os fiéis serão sempre orientados para uma plena participação no canto.

Pertencem ao primeiro grau:

a) nos ritos de entrada:

- a saudação do sacerdote com a resposta do povo;

- a oração;

b) na liturgia da Palavra:

- as aclamações ao Evangelho;

c) na liturgia eucarística:

- a oração sobre as oblatas,

- o prefácio com o respectivo diálogo e o "Sanctus",

- a doxologia final do cânone,

- a oração do Senhor - Pai nosso - com a sua admonição e embolismo,

- o "Pax Domini",

- a oração depois da comunhão,

- as fórmulas de despedida.

Pertencem ao segundo grau:

a) "Kyrie", "Glória" e "Agnus Dei";

b) o Credo;

c) a Oração dos Fiéis.

Pertencem ao terceiro grau:

a) os cânticos processionais da entrada e comunhão;

b) o cântico depois da leitura ou Epístola;

c) o "Alleluia" antes do Evangelho;

d) o cântico do ofertório;

e) as leituras da Sagrada Escritura, a não ser que se julgue mais oportuno proclamá-las sem canto».

[16] Cf. Instrução Musicam Sacram, 5: «A preparação prática de cada celebração litúrgica far-se-á com espírito de colaboração entre todos os que nela hão-de intervir, sob a direcção do reitor da igreja, tanto no que se refere aos ritos, como ao seu aspecto pastoral e musical».

[17] Cf. Instrução Musicam Sacram, 24-25.

[18] SC 33.

[19] Cf. c. 767 §1. Não é uma norma dispensável, segundo a deliberação do PCITL, Resp., 26 maio 1987, in AAS 79 (1987) 1249.

[20] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 30: Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração colecta, a oração sobre as oferendas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes. Por isso se chamam “orações presidenciais”.

[21] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 31-32.

[22] Instrução Geral do Missal Romano, 113.

[23] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 115-116: «Entende-se por Missa com o povo a que é celebrada com participação dos fiéis. Na medida do possível, convém que esta Missa, especialmente nos domingos e festas de preceito, seja celebrada com canto e com número adequado de ministros. Pode, todavia, celebrar-se também sem canto e com um só ministro. Em qualquer celebração da Missa, estando presente um diácono, este deve nela desempenhar o seu ministério. Convém ainda que o sacerdote celebrante seja assistido normalmente por um acólito, um leitor e um cantor. O rito adiante descrito prevê, no entanto, a possibilidade de maior número de ministros».

[24] Instrução Geral do Missal Romano, 120: «Reunido o povo, o sacerdote e os ministros, revestidos com as vestes sagradas, encaminham-se para o altar por esta ordem:

a) o turiferário com o turíbulo fumegante, se se usa o incenso;

b) os ceroferários com os círios acesos, e entre eles um acólito ou outro ministro com a cruz;

c) os acólitos e outros ministros;

d) o leitor, que pode levar o Evangeliário um pouco elevado, não, porém, o Leccionário;

e) o sacerdote que vai celebrar a Missa.

Se se usa o incenso, o sacerdote, antes de se iniciar a procissão de entrada, impõe incenso no turíbulo e benze-o com o sinal da cruz, sem dizer nada».

[25] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 105.

[26] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 111.

[27] Instrução Geral do Missal Romano, 296: «O altar, em que se torna presente sob os sinais sacramentais o sacrifício da cruz, é também a mesa do Senhor, na qual o povo de Deus é chamado a participar quando é convocado para a Missa; o altar é também o centro da acção de graças celebrada na Eucaristia».

[28] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 309.

[29] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 310.

[30] Cf. Instrução Geral do Missal Romano, 311-318.

 

Angra, 13 de Junho de 2011

P. Dr. Hélder Miranda Alexandre

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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Em cada coisa dorme u...

Em cada coisa dorme um canto. É o canto do desejo da verdadeira beleza, que é fechada em cada coisa, do amor que tudo in...

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publicado por phelder às 09:12
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